Mortes de motociclistas no trânsito em Salvador sofre redução de 37%
Nos primeiro semestre deste ano, mais vidas de motociclistas foram preservadas na capital baiana. No período, a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) registrou uma diminuição de 37% na quantidade de mortes desses condutores se comparado com o primeiro semestre de 2024. Este ano, foram notificados 22 óbitos de condutores de motos em decorrência de sinistros de trânsito, contra 35 na primeira metade do ano anterior.
No geral, contabilizando todos os acidentes registrados na cidade, no primeiro semestre de 2025 houve uma queda de 19% na quantidade de vítimas fatais. Este ano, 61 pessoas perderam as vidas devido algum tipo de negligência e imprudência no trânsito. Em 2024, esse número chegou a 75 no período. Os ciclistas mortos no trânsito diminuíram de dois para um no primeiro semestre deste ano.
“Nós, da Transalvador, vemos esses números com satisfação, mas, também, com cautela. Cada vida que conseguimos preservar mostra que estamos no caminho certo da promoção da segurança viária e que nossas ações têm surtido efeito. Mas é preciso reduzir, ainda mais, as ocorrências indesejadas no trânsito. Aliado às nossas iniciativas, é preciso que o cidadão também faça sua parte, respeite as regras e nos ajude a construir um trânsito ainda mais humano na capital”, alerta o superintendente de Trânsito de Salvador, Diego Brito.
Ações estratégicas
Como forma de melhorar a segurança desses condutores, a Transalvador tem investido de maneira constante em ações estratégicas. Como exemplo, a implementação da primeira motofaixa da cidade, localizada na Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô).
Também houve a intensificação da fiscalização, seja presencial ou por meio de videomonitoramento, que impede que condutores conduzam motos de maneira irregular, investimentos em redesenho viário, com implantação de estruturas que impeçam a conversão irregular, as famosas “roubadinhas”.
“Todo esse investimento e trabalho visa prevenir acidentes. Salvador assumiu um compromisso com a ONU, com o objetivo de reduzir em 50% o número de mortes até 2030. Porém, mais do que um compromisso com a ONU, esse é um pacto com os soteropolitanos. É um grande desafio, visto que nos últimos anos percebemos o aumento da frota de veículos, principalmente de motos na cidade. Então, é preciso que a população readeque seu transitar nas ruas. No trânsito somos responsáveis pelas vidas de outras pessoas, então, pequenas medidas surtem bons efeitos”, explica Brito.