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Redação 05 de Outubro, 2026
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MPBA denuncia dirigentes da Bamor por tortura, extorsão e organização criminosa

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Redação 05 de Outubro, 2026

Dez pessoas ligadas à direção da torcida organizada Bamor foram denunciadas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) por uma série de crimes que teriam sido cometidos dentro da própria entidade. A acusação envolve organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), no âmbito da “Operação Inquisição”. Segundo o órgão, os investigados teriam utilizado a estrutura da torcida para realizar punições contra integrantes suspeitos de cometer irregularidades.

As ocorrências investigadas aconteceram em julho deste ano, na sede da Bamor. Conforme a acusação, duas vítimas teriam sido submetidas a agressões físicas e psicológicas durante sessões destinadas a obter confissões sobre supostos desvios relacionados à gestão de associados.

A lista de denunciados inclui Matheus Pires Castro, presidente da torcida; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte e Luiz Wagner da Silva Santana, diretores de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro; além do policial militar Fernando Santana Esquivel.

O MPBA pediu à Justiça que as prisões preventivas sejam mantidas. Os denunciados estão custodiados no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

A promotoria também solicitou que os acusados sejam condenados ao pagamento de indenizações às vítimas pelos prejuízos materiais e danos morais. Para reparar os supostos danos causados à coletividade, o órgão requereu ainda uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.