Polícia identifica mulher presa por participação em sequestro no Salvador Shopping
A Polícia Civil da Bahia identificou como Emile Quessia Oliveira a mulher detida durante as investigações do sequestro de três mulheres ocorrido no estacionamento do Salvador Shopping em Salvador, no último domingo (15). A suspeita, que já integrou o grupo Tricolíderes no passado, costumava se apresentar nas redes sociais com conteúdos religiosos.
Segundo a polícia, o crime teria sido articulado por um homem preso e ligado a uma organização criminosa, que mantém relacionamento com Emile. As investigações apontam que ele teria coordenado a ação de dentro de uma unidade prisional no estado, utilizando um telefone celular para repassar instruções aos envolvidos.
As vítimas — uma idosa de 77 anos e suas duas filhas — foram rendidas por homens armados e obrigadas a entrar no próprio veículo da família. Elas foram levadas para o bairro de Plataforma, onde permaneceram sob ameaça enquanto realizavam transferências bancárias exigidas pelos criminosos. O trio foi libertado após cerca de 12 horas, durante ação policial.
A suspeita foi localizada após o rastreamento de valores transferidos por uma das vítimas durante o período em que estavam em cativeiro. Conforme explicou o delegado Raphael Dunice, as diligências começaram depois que familiares perceberam o desaparecimento de uma das mulheres e acionaram as autoridades. O automóvel da família, equipado com sistema de rastreamento, foi encontrado abandonado, sem as ocupantes.
Emile foi autuada em flagrante pelo crime de extorsão mediante restrição da liberdade e permanece à disposição da Justiça. O veículo utilizado no crime foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passou por perícia para coleta de impressões digitais e outros elementos que possam auxiliar na identificação de demais participantes.
As investigações continuam para localizar outros suspeitos envolvidos na ação criminosa. Em nota oficial, o grupo Tricolíderes informou que Emile não faz parte da organização há aproximadamente dez anos e ressaltou que não mantém qualquer relação atual com a investigada, destacando que o coletivo atua com base em princípios éticos e responsabilidade social.