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Thaise Aglaer 10 de Fevereiro, 2026
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Terceirizados da Ufba paralisam atividades por atraso salarial

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Thaise Aglaer 10 de Fevereiro, 2026

Cerca de 600 profissionais de portaria e recepção em Salvador estão sem receber salários de janeiro; número pode passar de mil no estado

Profissionais terceirizados da Universidade Federal da Bahia (Ufba) realizaram uma paralisação nesta terça-feira (10) por causa do atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de janeiro. As informações são do portal Correio da Bahia.

De acordo com o Sindicato dos Terceirizados, dos Trabalhadores da Limpeza Urbana e do Asseio e Conservação de Salvador (Siemaco), cerca de 600 agentes de portaria e recepção que atuam em Salvador foram afetados. O número pode ultrapassar mil trabalhadores, considerando os profissionais que atuam nos campi do interior do estado.

Os funcionários são contratados pela empresa JSP Serviços e Terceirização de Mão de Obra, com sede em Recife (PE). O pagamento deveria ter sido realizado na última sexta-feira (6), correspondente ao quinto dia útil do mês. Segundo o presidente do sindicato, Maurício Roxo, a empresa alegou que a Ufba não teria feito o repasse da fatura. “A alegação da empresa é de que a Ufba não pagou a fatura. Mas os trabalhadores não têm culpa”, afirmou.

Ainda segundo Roxo, a JSP informou que a universidade estaria há quatro ou cinco faturas sem efetuar o pagamento. “Mas isso não importa, porque, quando a empresa entra no contrato, ela tem que ser responsável pelo contrato”, declarou.

O sindicato estima que entre 60% e 70% dos agentes aderiram à paralisação. Parte dos trabalhadores permanece concentrada na portaria do campus de Ondina, aguardando um posicionamento da Pró-Reitoria de Administração (Proad). “Os trabalhadores estão reivindicando pelo que já trabalharam. Ninguém está pedindo um favor. O serviço foi prestado, mas, quando chega no momento de pagar, vem essa falta de respeito”, disse Roxo.

A Ufba e a empresa JSP foram procuradas pelo Correio da Bahia. A reportagem informou que o texto será atualizado assim que houver posicionamento das partes e que o espaço segue aberto para manifestações.

Histórico recente

Em janeiro, outros profissionais terceirizados da Ufba enfrentaram problemas com o encerramento de um contrato considerado conturbado. Cerca de 400 trabalhadores dos serviços de limpeza e manutenção foram demitidos da empresa Liderança Limpeza e Conservação Ltda., em um contexto que envolveu denúncias de assédio moral.

Na ocasião, foi firmado um acordo para o pagamento de apenas 20% da multa do FGTS aos trabalhadores, apesar da reivindicação inicial pelo pagamento integral das verbas rescisórias. O contrato da Ufba com a nova empresa previa a absorção desses profissionais sem interrupção dos serviços, com o objetivo de preservar a memória técnica e a experiência da equipe.

Segundo o presidente do Siemaco, a Liderança teria inicialmente informado que não demitiria os funcionários, mas que os realocaria em outros contratos. “Disseram que caso alguém não quisesse fazer parte, teria que pedir demissão ou aceitar transferências consideradas absurdas”, explicou Roxo à época.

Em dezembro, a Ufba informou ter notificado a empresa por descumprimento contratual e relatou um clima de instabilidade, com acusações de coação para que funcionários pedissem demissão. De acordo com o sindicato, cerca de 90% dos trabalhadores assinaram o acordo e foram absorvidos pela nova empresa, a Jutze.