Ufba cancela evento pró-vida alegando segurança e uso indevido do nome da universidade
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) cancelou, um evento promovido pelo grupo catalítico da universidade que seria realizado, nesta quarta-feira (8), no auditório do PAF-1, no campus de Ondina, em Salvador, sob a justificativa de riscos à segurança e uso indevido de símbolos institucionais.
A atividade, intitulada “UFBA pela Vida – Brasil sem aborto, drogas e eutanásia 2.0”, estava marcada para ocorrer no Dia do Nascituro, mas acabou substituída por uma missa na Igreja da Piedade.
Segundo o coordenador da Coordenação de Instalações de Uso Coletivo de Ensino, Pesquisa e Extensão (CIEPE), João Oliveira Rios, a decisão de vetar o uso do auditório foi tomada 48 horas antes do evento, por precaução.
“Compreendemos que é um debate muito tenso na sociedade. Recebemos informações sobre possíveis protestos, e, considerando que o prédio conta apenas com serviço de portaria e grande circulação de estudantes, optamos por preservar a segurança das pessoas”, explicou Rios.
Em nota, o grupo Católicos da UFBA, lamentou o cancelamento e afirmou ter recebido “diversas hostilidades nas redes sociais” desde o início da divulgação do evento.
“Entendemos que o ambiente universitário deve zelar pela diversidade de ideias e pela proteção de todos os segmentos, para que nenhum grupo seja silenciado. Impedir o evento expõe uma postura de intolerância”, afirmou o grupo.
Ainda segundo o comunicado, a iniciativa era organizada por professores e alunos da própria universidade, com o objetivo de promover o “direito à vida desde a concepção até o declínio natural”.
A UFBA, por sua vez, justificou o cancelamento também pelo uso indevido do nome e dos símbolos da instituição no material de divulgação do evento, sem autorização da Reitoria. A coordenação afirmou ainda que o pedido original mencionava apenas uma palestra para cerca de 100 pessoas, sem citar o envolvimento de instituições externas.
“Informações preliminares de segurança apontam para a realização de protestos no local, o que pode gerar diversos transtornos, risco à segurança da comunidade e, principalmente, interrupção ou transtornos às aulas regulares que ocorrem no prédio, diz a UFBA.