VLT avança no Subúrbio de Salvador e deixa rastro de casas vazias e comércios fechados
Casas desocupadas, lojas de portas baixadas e imóveis marcados para demolição já fazem parte do cenário em diversos pontos do Subúrbio Ferroviário de Salvador. A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), apresentada pelo Governo da Bahia, na gestão do governador Jerônimo Rodrigues, como símbolo de modernização da mobilidade urbana, vem provocando uma série de transformações profundas na região.
Moradores e comerciantes relatam impactos diretos causados pelas desapropriações necessárias para a obra, além de preocupações com danos ambientais e o aumento da insegurança em áreas da Cidade Baixa. O projeto prevê a implantação da Linha 1 do VLT, que ligará a Ilha de São João, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, ao bairro da Calçada, atravessando comunidades historicamente ocupadas.
As obras tiveram início em 2024 e, em julho do mesmo ano, foi oficializada a aquisição de equipamentos elétricos e de 40 composições ferroviárias, por meio de parceria com o Governo do Mato Grosso. O sistema completo deverá contar com 37 quilômetros de extensão, 34 paradas e investimento estimado em R$ 5 bilhões.
De acordo com informações do Governo do Estado, o primeiro trecho do VLT terá 17 paradas e uma estação com integração física e operacional a outros modais de transporte da capital. A execução da obra está sob responsabilidade da concessionária Expresso Mobilidade Salvador, com prazo contratual de 40 meses para conclusão.