Baianos ampliam investimentos, mas especialista alerta: rentabilidade não é tudo
Com R$ 15,5 bilhões aplicados na Bolsa, crescimento exige atenção às escolhas financeiras em cenário de juros altos
Os baianos estão cada vez mais presentes no mercado financeiro. No primeiro semestre de 2026, os investimentos de pessoas físicas da Bahia em renda variável somaram R$ 15,53 bilhões, um aumento de 15,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O número de contas de investidores também cresceu 7,2%, alcançando 242.433.
Apesar do avanço, especialistas alertam que o crescimento dos aportes não significa necessariamente decisões mais adequadas. “Renda fixa continua pagando muito bem, mas o momento exige mais seletividade na escolha de prazos e indexadores”, explica Rafaela Gonçalves, sócia da Ônix Capital.
Juros altos mudam a estratégia
Com a Selic em 14,25% ao ano, aplicações de renda fixa seguem atrativas. No entanto, Rafaela destaca que o investidor precisa olhar além da taxa nominal. “Taxa nominal não é rentabilidade. O que importa é o prêmio real, o que sobra depois de descontar a inflação e o imposto”, afirma.
CDI, IPCA ou prefixado?
A escolha deve partir do objetivo do dinheiro:
- CDI: indicado para quem precisa de liquidez.
- IPCA: adequado para metas de longo prazo, pois combina juros com correção pela inflação.
- Prefixados: permitem conhecer a taxa antecipadamente e podem se beneficiar de queda nos juros, mas exigem atenção ao prazo.
Rentabilidade não é tudo
Antes de investir, Rafaela recomenda que o investidor reflita sobre três pontos:
- Objetivo do dinheiro: para que serve esse recurso?
- Prazo: quando será necessário utilizá-lo?
- Risco: qual nível de oscilação está disposto a assumir?
“Não basta perguntar quem paga mais hoje, mas qual investimento faz sentido para o objetivo e o prazo que você tem”, conclui.