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Redação 07 de Outubro, 2026
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Cesta básica sobe 3,64% em Salvador e passa de R$600

Economia
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Redação 07 de Outubro, 2026

Valor chegou a R$ 608,50, com tomate, flocão de milho e batata entre os produtos que mais encareceram

A cesta básica ficou mais cara em Salvador no mês de setembro. O preço médio passou para R$ 608,50, alta de 3,64% em comparação com agosto. O aumento representa R$ 21,38 a mais no orçamento dos consumidores.

O levantamento foi realizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.353 cotações coletadas em 88 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

Entre os 25 produtos analisados, 17 registraram aumento de preço. O tomate liderou a alta, com avanço de 43,75%, seguido pelo flocão de milho, que subiu 34,48%, e pela batata inglesa, com aumento de 34,16%.

A cebola também teve uma elevação significativa, de 17,20%. Outros produtos que ficaram mais caros foram maçã (7,46%), farinha de mandioca (6,54%), café moído (5,36%), banana prata (5,33%) e arroz (3,56%).

Segundo a SEI, as condições climáticas e as oscilações na oferta e na demanda influenciaram o comportamento dos preços. No caso do tomate, a redução da oferta nos principais mercados do país foi apontada como um dos fatores para a alta.

As temperaturas mais baixas retardaram o ciclo das plantas e a maturação dos frutos, enquanto as chuvas dificultaram a colheita. Com a menor disponibilidade de tomates próprios para comercialização, houve valorização do produto ao longo do mês.

Apesar da alta geral, oito itens ficaram mais baratos em setembro. A maior redução foi registrada pela cenoura, com queda de 7,46%, seguida pelo feijão (-5,17%), frango (-4,48%), queijo prato (-2,47%), ovos (-2,34%), macarrão (-1,78%), pão francês (-0,77%) e manteiga (-0,29%).

O levantamento também apontou aumento de 5,27% no grupo de alimentos relacionados ao almoço dos soteropolitanos, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola. Esses produtos representaram 37,78% do valor total da cesta.

Já os itens tradicionalmente consumidos no café da manhã, como café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, tiveram alta conjunta de 0,57% e corresponderam a 35,35% do custo da cesta.

Impacto no salário

Para comprar uma cesta básica em setembro, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 89 horas e 16 minutos de trabalho. O valor correspondeu a 40,58% do salário mínimo líquido considerado pela pesquisa, de R$ 1.499,43 após o desconto de 7,50% referente à contribuição previdenciária.