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Redação 29 de Setembro, 2026
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Desemprego recua para 5,3% e Brasil registra recordes no mercado de trabalho

Economia
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Redação 29 de Setembro, 2026

Taxa é a menor para o período desde 2012; ocupação, carteira assinada e massa salarial atingem máximas históricas

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor nível já registrado para o período desde o início da série histórica do IBGE em 2012. Os dados da Pnad Contínua, divulgados nesta terça-feira (29), mostram que o mercado de trabalho vive um momento de expansão, com recordes em ocupação, carteira assinada, massa salarial e número de contribuintes para a Previdência. A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, um aumento de 774 mil em relação ao trimestre anterior, puxado principalmente pela indústria e pela construção. O número de empregados com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também o maior da série.

A população desocupada recuou para 5,8 milhões, enquanto o contingente de desalentados ficou em 2,4 milhões, uma queda de quase 12% em relação ao mesmo período de 2025. A taxa de informalidade, por sua vez, foi de 37,5%, o que representa 38,8 milhões de trabalhadores sem garantias como férias, 13º salário ou seguro-desemprego. O rendimento médio mensal ficou em R$ 3.777, próximo ao recorde histórico, e a massa salarial alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior já registrada, com crescimento de 1,4% no trimestre e 4,8% em um ano.

Outro destaque foi o número de contribuintes para institutos de previdência, que chegou a 68,5 milhões de pessoas, o equivalente a 66,2% da força de trabalho. Esse avanço reforça a formalização e amplia a cobertura de benefícios como aposentadoria e pensão. O levantamento do IBGE, que visita mais de 200 mil domicílios em todo o país, confirma que o mercado de trabalho brasileiro vive uma fase de estabilidade e expansão, com indicadores próximos aos melhores já observados, como a taxa de 5,1% registrada no fim de 2025, e bem distantes dos 14,9% vistos durante a pandemia em 2020 e 2021.