Sem ajuste fiscal, Brasil corre risco de ter o pior crescimento da América Latina em 2027, diz economista
A economia brasileira poderá registrar um dos menores crescimentos da América Latina em 2027, caso o governo não avance com reformas fiscais. A avaliação é do economista-chefe do Santander Brasil, Marco Caruso, que projeta expansão de apenas 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, abaixo dos 1,8% estimados para 2026.
Caruso apontou que o cenário econômico dependerá das condições financeiras após as eleições. O economista destacou que o principal desafio do Brasil está relacionado às contas públicas e à necessidade de medidas para garantir o equilíbrio fiscal e alertou que a previsão de crescimento de 1,3% ainda pode ser revisada para baixo.
“Tem uma música brasileira famosa, que é o Samba de Uma Nota só, que serve para o Brasil. No curto prazo, o principal problema é o fiscal, o fiscal, o fiscal” disse Caruso.
Caso as estimativas se confirmem, o Brasil ficará atrás de países como Chile, com crescimento previsto de 3,5%, Peru (3,2%), Argentina (2,7%), Colômbia (2%) e México (1,7%). Segundo o Santander, economias latino-americanas que passaram por reformas fiscais recentes, como Chile e Argentina, apresentam perspectivas de expansão superiores às brasileiras.