Vendas do varejo baiano caem 0,7% em junho
Pesquisa do IBGE aponta retração no varejo restrito e ampliado
As vendas do varejo na Bahia recuaram 0,7% de maio para junho de 2025, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, considerando variação dessazonalizada. Este é o segundo resultado negativo consecutivo no estado, que teve desempenho inferior à média nacional (-0,1%). Entre os estados, a Bahia ficou em 22º lugar no ranking nacional.
Na comparação anual, entre junho de 2025 e junho de 2024, o varejo baiano registrou alta de 1,1%, superando a média nacional (0,3%), mas ocupando apenas a 17ª posição entre os estados com crescimento. No acumulado do primeiro semestre, o avanço foi de 0,6%, abaixo da média nacional (1,8%) e o segundo menor entre os 24 estados com variação positiva.
Entre as oito atividades do varejo restrito (excluindo automóveis, material de construção e atacado de alimentos), quatro registraram crescimento no semestre. O maior avanço ocorreu em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,9%), seguido por móveis e eletrodomésticos (2,0%). Por outro lado, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-24,0%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-20,3%) puxaram o desempenho para baixo.
O varejo ampliado, que inclui veículos, motos, peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, caiu 2,4% de maio para junho e 4,4% na comparação anual, acumulando retração de 2,4% no primeiro semestre, terceiro pior resultado do país. No período, as vendas de veículos cresceram 7,6%, mas o atacado de alimentos recuou 23,1% e materiais de construção caíram 3,1%.
Nos 12 meses encerrados em junho, o varejo restrito baiano subiu 2,9%, acima da média nacional (2,7%), enquanto o varejo ampliado avançou apenas 0,8%, abaixo da média nacional de 2,0%.