Anitta conta trajetória até álbum sobre religião afro
Cantora revela influência do candomblé e busca por equilíbrio em “Equilibrivm II”
A cantora Anitta compartilhou detalhes de sua trajetória pessoal e espiritual que culminaram no lançamento de seu oitavo álbum, Equilibrivm II. O trabalho reúne 17 faixas que misturam ritmos afro-brasileiros, música popular e batidas urbanas, inspiradas em sua vivência de fé e ancestralidade.
Devota do candomblé e filha de Logunedé, Anitta contou em edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, que sua ligação com a religião afro-brasileira atravessa toda a sua vida. A artista lembrou que, em 2018, foi criticada por não se posicionar politicamente, mas explicou que estava em processo religioso de “fazer santo”, período de recolhimento que a manteve afastada das redes sociais.
Segundo Anitta, assumir publicamente sua ligação com o candomblé foi um passo arriscado para sua carreira, já que poderia prejudicar contratos publicitários. “Era perigosíssimo”, disse, ao lembrar que só mais tarde decidiu falar abertamente sobre sua fé.
A cantora também destacou a inspiração em Carmen Miranda, cuja trajetória a fez refletir sobre os limites físicos e emocionais da carreira internacional. “Li e fiquei em choque, parecendo que as nossas personalidades eram muito parecidas”, afirmou.
Anitta revelou que chegou a enfrentar intenso desgaste físico devido à rotina de viagens e shows. Nesse período, buscou apoio da terapeuta Max Tovar e participou de um retiro, onde escreveu parte das falas presentes no novo álbum.
A edição especial do Sem Censura foi apresentada por Cissa Guimarães e contou com a participação da diretora artística Nídia Aranha, o babalorixá e antropólogo Rodney William, o jornalista Hugo Gloss e a debatedora Luana Xavier.