Ancelotti prioriza versatilidade e convoca Éderson após lesão de Wesley
A convocação de Éderson para a Copa do Mundo, após o corte do lateral-direito Wesley por lesão, foi resultado de uma avaliação da comissão técnica da Seleção Brasileira que levou em conta a versatilidade do jogador e as necessidades do elenco para a competição.
Segundo informações do ge, embora a lista ampliada enviada à Fifa contasse com opções específicas para a lateral direita, como Paulo Henrique, do Vasco, e Vitinho, do Botafogo, Carlo Ancelotti preferiu reforçar o meio-campo com um atleta capaz de desempenhar diferentes funções em campo.
Éderson, de 26 anos, que defende a Atalanta e está próximo de uma transferência para o Manchester United, já vinha sendo observado pela comissão técnica. O volante agrada por reunir características como intensidade física, qualidade técnica e capacidade de atuar em mais de uma posição. Além de desempenhar funções como primeiro e segundo volante, ele também já foi utilizado pelo lado direito do campo sob o comando de Gian Piero Gasperini no futebol italiano.
A possibilidade de incluir mais um meio-campista no grupo já era considerada por Ancelotti antes mesmo da divulgação da lista final para o Mundial. Com a lesão de Wesley, o treinador viu a oportunidade de fortalecer um setor que deve ser bastante exigido ao longo do torneio, especialmente por causa da sequência de partidas e das altas temperaturas previstas nos Estados Unidos.
Na disputa pela vaga aberta, Éderson superou concorrentes como Andrey Santos e Gabriel Sara. O jogador do Chelsea chegou a ser presença constante nas primeiras convocações de Ancelotti, mas perdeu espaço após uma queda de rendimento na reta final da temporada europeia.
A avaliação interna da comissão técnica é de que Éderson oferece mais alternativas táticas do que os demais candidatos e amplia as opções para diferentes cenários durante a Copa.
Apesar da ausência de Wesley, Ancelotti entende que a lateral direita segue coberta. Atualmente, Danilo e Ibañez são os principais nomes disponíveis para a função. Embora ambos tenham características mais defensivas e atuem frequentemente como zagueiros em seus clubes, a comissão não vê a posição como um problema imediato.
Outros atletas do elenco também podem ser utilizados no setor em caso de necessidade. Fabinho já atuou como lateral-direito ao longo da carreira, enquanto Marquinhos também possui experiência na função. Ainda assim, a tendência é que essas alternativas sejam utilizadas apenas em situações específicas.
A substituição de um jogador cortado por outro de posição diferente não é novidade na história da Seleção Brasileira. Em 1998, por exemplo, o atacante Romário deixou a lista e deu lugar ao volante Emerson. Já em 2002, após o corte de Emerson, o então técnico Luiz Felipe Scolari chamou o meia Ricardinho. O último corte às vésperas de uma Copa havia acontecido em 2006, quando Edmílson foi substituído por Mineiro.