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Redação 05 de Setembro, 2024
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Atleta das Olimpíadas de Paris morre após ex-namorado atear fogo em seu corpo

Esportes
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Redação 05 de Setembro, 2024

Segundo o pai de Rebecca Cheptegei, o ataque contra a filha começou por uma disputa sobre um terreno que havia comprado

Rebecca Cheptegei, de 33 anos, que representou Uganda nas Olimpíadas de Paris, morreu nesta quinta-feira (5), vítima de feminicídio por parte do seu ex-namorado. Na ocasião, o homem teria invadido a casa da vítima e ateado fogo em seu corpo.

A atleta, que havia disputado a maratona nos Jogos e terminou na 44ª posição, faleceu por volta das 5h30. O anúncio oficial foi feito por Kimani Mbugua, diretor da UTI do Moi Teaching and Referral Hospital (MTRH) na cidade de Eldoret, no Quênia.

“Os ferimentos cobriam a maior parte de seu corpo. Isso levou à falência de múltiplos órgãos. Fizemos o nosso melhor, mas não tivemos sucesso”, disse ele. “Considerando a idade e as queimaduras em mais de 80% do corpo que ela sofreu, a esperança de recuperação era pequena”, acrescentou.

Entenda o caso

Segundo informações preliminares obtidas via boletim de ocorrência, o suspeito, identificado como Dickson Ndiema Marangach, invadiu no domingo (1) a casa de Rebecca Cheptegei, enquanto ela estava na igreja com as filhas.

Quando retornaram da igreja, o suspeito jogou gasolina no corpo da atleta e ateou fogo na frente das filhas, de 9 e 11 anos, segundo o jornal “The Standard”.

O boletim policial apresenta Rebecca Cheptegei e Dickson Ndiema Marangach como “um casal que constantemente tinha discussões familiares”.

Segundo o pai de Rebecca Cheptegei, o ataque contra a filha começou por uma disputa sobre um terreno que havia comprado.

Comoção

Nas redes sociais, líderes do atletismo e defensores dos direitos das mulheres expressaram indignação com o assassinato da maratonista olímpica.

O presidente do Comitê Olímpico de Uganda, Donald Rukare, classificou o crime em uma publicação na rede X como “um ato cruel e sem sentido que nos tirou uma grande atleta”. Ele reforçou: “Condenamos fortemente a violência contra as mulheres”.

A confederação de atletismo do Quênia, Athletics Kenya, declarou que “a trágica e prematura morte representa uma perda imensa” e pediu “o fim da violência de gênero”.