Brasileirão aumenta tempo de bola em jogo após novas regras contra cera e antijogo
O Campeonato Brasileiro registrou um aumento no tempo de bola em jogo na primeira rodada com as novas regras adotadas para combater a cera e reduzir as paralisações. Nos nove jogos da 23ª rodada realizados até domingo (16), a bola ficou em movimento durante 56,5% do tempo, contra uma média de 51,5% nas 22 rodadas anteriores.
Os números foram levantados pelo perfil Data Fut e representam um crescimento de cinco pontos percentuais logo na estreia das medidas implementadas pela CBF e pelos clubes.
A comparação, no entanto, ainda não é definitiva. A 23ª rodada será encerrada nesta segunda-feira (17), com Internacional x Remo, às 20h, no Beira-Rio. O resultado da partida ainda será incorporado ao cálculo final da rodada. As informações são do Bahia Notícias.
Entre os jogos já disputados, Athletico-PR 1 x 1 Red Bull Bragantino apresentou o maior índice de bola em jogo, com 62,1%. São Paulo 1 x 1 Coritiba apareceu na sequência, com 59,8%, enquanto Atlético-MG 3 x 0 Grêmio e Mirassol 1 x 5 Flamengo registraram 58,9%.
Na outra ponta, Vasco 0 x 3 Santos teve apenas 49,4% de bola em movimento. Fluminense 3 x 2 Palmeiras ficou em 51,9%, e Vitória 1 x 0 Botafogo registrou 53%.
Índice de bola em jogo na 23ª rodada:
- Athletico-PR 1 x 1 Red Bull Bragantino — 62,1%
- São Paulo 1 x 1 Coritiba — 59,8%
- Atlético-MG 3 x 0 Grêmio — 58,9%
- Mirassol 1 x 5 Flamengo — 58,9%
- Corinthians 1 x 2 Cruzeiro — 57,3%
- Chapecoense 3 x 3 Bahia — 57,1%
- Vitória 1 x 0 Botafogo — 53%
- Fluminense 3 x 2 Palmeiras — 51,9%
- Vasco 0 x 3 Santos — 49,4%
Antes da entrada em vigor das novas medidas, um estudo apresentado pela CBF apontava uma média de 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo por partida na Série A. O índice colocava o Brasileirão atrás de MLS, Bundesliga, Ligue 1, Premier League, LaLiga e Campeonato Italiano, ficando à frente apenas do Campeonato Argentino entre as competições analisadas.
A meta estabelecida pela CBF é elevar esse número para aproximadamente 57 minutos de bola efetivamente jogada por partida. A entidade identificou faltas, demora em reposições, atendimentos médicos e intervenções do VAR como alguns dos principais pontos para reduzir as interrupções.