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Redação 07 de Julho, 2026
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CazéTV nega irregularidades em anúncios de apostas durante transmissões da Copa

Esportes
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Redação 07 de Julho, 2026

O canal CazéTV enviou ao Ministério da Justiça, no último dia 30, uma manifestação em que afirma que a “análise esportiva realizada por narradores e comentaristas não constitui ação publicitária tipificada pelas normas aplicáveis”. O documento veio a público nesta segunda-feira (6), por ordem da Senacon, que investiga suspeitas de práticas abusivas em anúncios de sites de apostas durante a Copa do Mundo.

A empresa nega irregularidades e sustenta que seus anúncios respeitaram os limites do produto oferecido pelas casas de apostas, incluindo mecanismos obrigatórios de identificação da publicidade, avisos de jogo responsável e restrição etária. Reconhece, porém, que o formato espontâneo e integrado das transmissões pode gerar no espectador uma percepção mais envolvente do conteúdo publicitário.

Em investigação paralela, o Ministério da Fazenda apontou como exemplo um comentário da ex-jogadora Juliana Cabral, que teria incentivado uma aposta da Bet365. Para a coordenadora-geral de monitoramento de jogo responsável da pasta, Andiara Maria Braga Maranhão, o episódio demonstrou “enganosidade dos espectadores”.

Vídeos anexados à apuração também mostram o apresentador Casimiro Miguel e o narrador Luis Felipe Freitas comentando odds oferecidas por patrocinadores durante partidas. A defesa da CazéTV argumenta que tais falas integram a liberdade de expressão jornalística e não configuram publicidade, já que não veiculam oferta comercial definida pelo anunciante.

As inserções publicitárias, segundo o canal, são realizadas em momentos específicos da transmissão — como pausas para hidratação, intervalos e pré-jogos — e sempre acompanhadas de elementos gráficos, indicação de faixa etária “18+”, mensagens de jogo responsável e número de autorização regulatória da operadora.