Copa 2026 bate recorde de interesse global e Messi lidera buscas no Brasil
A Copa do Mundo mais extensa da história terminou no último domingo (19) e já entrou para os registros como a edição de maior interesse mundial desde 2004, segundo dados do Google Trends. Em comparação com a Copa do Qatar, em 2022, o alcance praticamente dobrou, com alta de 94%.
Curiosamente, a Guatemala — que sequer se classificou — foi o país onde o torneio mais mobilizou buscas proporcionalmente. Entre os países-sede, o México liderou o interesse, seguido pelo Canadá (62% do índice mexicano) e os Estados Unidos (47%).
Para o professor de marketing esportivo da ESPM, Ivan Martinho, o fenômeno reflete tanto o planejamento da Fifa em ampliar o torneio quanto a mudança de perfil do público: “Hoje é um evento de participação, em que as pessoas querem comentar nas redes sociais e produzir conteúdo, não apenas assistir aos jogos”, afirmou.
No Brasil, a transmissão pulverizada entre TV Globo, SBT, Cazé TV, canais pagos e streaming ajudou a impulsionar ainda mais o engajamento.
Estrelas em alta nas buscas
- Lionel Messi: mesmo sem título, foi o jogador mais pesquisado no Brasil, com pico na final contra a Espanha.
- Erling Haaland: ganhou destaque ao eliminar o Brasil nas oitavas, mantendo alto interesse até a queda da Noruega nas quartas.
- Cristiano Ronaldo: em seu sexto mundial, foi o terceiro mais buscado, encerrando participação nas quartas contra a Espanha.
- Kylian Mbappé: artilheiro da edição com 10 gols e agora maior goleador da história das Copas, com 22.
- Lamine Yamal: campeão com a Espanha, viralizou tanto pelo desempenho quanto por imagens com o irmão de 3 anos.
- Harry Kane: capitão inglês, perdeu a semifinal para a Argentina e terminou em quarto lugar.
- Vozinha: goleiro de Cabo Verde, estreante da Copa, virou revelação e superou até nomes consagrados em buscas.
O balanço mostra que, além dos resultados em campo, a Copa 2026 consolidou-se como espetáculo global de engajamento digital, em que memes, transmissões alternativas e narrativas individuais pesam tanto quanto os gols.
*GÉSSICA BRANDINO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)