Infantino confirma contato de Trump sobre caso Balogun, mas reforça “independência” da FIFA
O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, confirmou nesta segunda-feira (6) que recebeu uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar do caso envolvendo o atacante Folarin Balogun. Apesar do contato, Infantino afirmou que as decisões disciplinares da entidade são tomadas de forma independente.
Em publicação nas redes sociais, o dirigente destacou que os órgãos judiciais da Fifa atuam com autonomia.
“Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol”, escreveu.
Infantino também confirmou a conversa com Trump e explicou que o tema foi tratado dentro dos limites institucionais.
“Recebi uma ligação do presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes”, afirmou.
Segundo o presidente da Fifa, durante a ligação ele esclareceu que o caso seguiria o trâmite normal da entidade.
“Expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei”, completou.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, mas teve a suspensão automática de uma partida suspensa por um período probatório de um ano, conforme o artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA. Com isso, o atacante foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Após a decisão, Trump comemorou a liberação do jogador em uma publicação nas redes sociais, classificando a medida como a correção de uma “grande injustiça”.