Calendário
sábado, 12 de Setembro, 2026
Redação 12 de Setembro, 2026
Icone - Autor

Crise no STF: Ministros trocam farpas em batalha de ofícios sobre caso Master

Justiça
Icone - Autor
Redação 12 de Setembro, 2026

Uma sequência de ofícios enviados nesta sexta-feira (11) expôs mais um capítulo da crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno do caso do Banco Master. Os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes apresentaram pedidos e questionamentos ao presidente da Corte, Edson Fachin, em manifestações relacionadas à condução das investigações.

Moraes afirmou a Fachin que houve uma “escolha seletiva” na retirada do sigilo de documentos determinada por Mendonça. O ministro também acusou o relator de direcionar a divulgação de informações para proteger um “grupo político”.

Mendonça, por sua vez, negou ter adotado qualquer retirada seletiva de sigilo e justificou a manutenção de documentos sob sigilo pela existência de investigações em andamento e pela proteção de dados pessoais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também pediu a Fachin a retirada do sigilo de toda a documentação relacionada ao caso Master. O presidente do STF acolheu a solicitação e determinou que Mendonça liberasse os documentos no prazo de 24 horas.

No início da noite, o Mendonça tornou públicos novos processos, incluindo aqueles que envolvem  Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT) e Thiago Miranda.

Outro ponto de tensão envolve o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Moraes e Zanin solicitaram acesso a uma mídia relacionada ao aparelho, considerada pelos ministros importante para a discussão prevista para a próxima terça-feira (15).

Mendonça informou que o celular está sob custódia da Polícia Federal e que seu gabinete mantém apenas uma cópia de segurança lacrada e criptografada.

Zanin voltou a pedir acesso integral ao conteúdo do aparelho, enquanto Gilmar Mendes solicitou a Fachin que assumisse a condução do caso e analisasse conjuntamente o relatório da Polícia Federal.