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Redação 25 de Março, 2025
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“Grave teria sido se ele não tivesse feito audiência”, diz Flávio Dino sobre delação de Mauro Cid

Justiça
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Redação 25 de Março, 2025

Durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (25), o ministro Flávio Dino rejeitou a alegação de que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, teria sido coagido a firmar acordo de delação premiada. Segundo Dino, o procedimento seguiu rigorosamente a legislação e não há elementos que justifiquem sua anulação.

A Primeira Turma do STF julga a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e mais sete aliados pelo crime de tentativa de golpe de Estado. A defesa do ex-presidente questionou a validade da colaboração de Mauro Cid, alegando pressão para que ele firmasse o acordo.

“eu não quero crer que uma autoridade militar do alto escalão do Exército Brasileiro, que fez juramento, inclusive, de pôr a sua vida a serviço da pátria, que tem treinamento militar, iria se intimidar numa audiência conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, ele cumpriu, neste caso, não uma possibilidade, ele cumpriu um dever. Grave teria sido se ele não tivesse feito audiência”, afirmou Dino, durante seu voto.

O ministro destacou que a condução da delação por Moraes atendeu a um dever legal, e que o acordo poderá ou não ser útil. “De acordo com o crítico contraditório, pode ser que não sirva rigorosamente nada. De acordo com a sua corroboração ou não. Isso diz a lei”, disse Flávio Dino.