Julgamento da morte de Henry Borel é o mais longo do Rio em 18 anos
Caso envolvendo Monique Medeiros e Dr. Jairinho se tornou marco histórico no Tribunal do Júri da Capital
O processo sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, não apenas chocou o país pela brutalidade das circunstâncias, mas também entrou para a história da Justiça fluminense. O julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairinho é considerado o mais longo realizado no Rio de Janeiro nos últimos 18 anos.
Durante dez dias consecutivos, o 2º Tribunal do Júri da Capital ouviu dezenas de testemunhas, analisou laudos periciais e confrontou versões apresentadas pelos réus. A extensão do julgamento reflete a complexidade do caso, que envolve acusações de violência doméstica, contradições em depoimentos e forte repercussão social.
O laudo médico-legal apontou que Henry sofreu 23 lesões internas e externas, incluindo laceração hepática e hemorragia interna, descartando a hipótese de acidente doméstico. As conclusões dos peritos sustentaram que o menino foi submetido a violência intensa dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto.
Desde os protestos contra a austeridade em 2008, nenhum outro júri popular no Rio havia se estendido por tanto tempo.