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Redação 23 de Abril, 2026
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Ministro do STJ afastado por suspeita de assédio segue recebendo cerca de R$ 100 mil

Justiça
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Redação 23 de Abril, 2026

Afastado do cargo há cerca de dois meses por denúncias de assédio sexual, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), continua recebendo remuneração líquida próxima de R$ 100 mil mensais, mesmo durante o período de investigação.

O pagamento integral ocorre apesar de uma decisão de 2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou a suspensão de verbas indenizatórias, temporárias ou extraordinárias para magistrados afastados em razão de processos administrativos disciplinares ou sindicâncias.

Buzzi foi afastado em 10 de fevereiro, após a abertura de uma sindicância para investigar as denúncias. O STJ decidiu instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para aprofundar a análise do caso. Paralelamente, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito para investigar a conduta do magistrado.

A defesa de Marco Buzzi afirma que ele “não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória” e sustenta que as acusações apresentadas “carecem de provas concretas”.