Moraes arquiva investigação contra dono da Havan sobre atos antidemocráticos por falta de provas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação que apurava uma possível ligação de Luciano Hang, proprietário da Havan, com os atos antidemocráticos registrados após as eleições de 2022.
O caso envolvia uma manifestação ocorrida em novembro daquele ano, quando apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram nas proximidades de uma unidade da Havan, em Rio do Sul (SC), e interromperam o trânsito na BR-470. Entre as reivindicações dos participantes estavam a intervenção militar e a contestação do resultado eleitoral.
Durante as apurações, a Polícia Federal ouviu funcionários e representantes da empresa, mas não identificou indícios de que Hang ou a Havan tivessem autorizado a mobilização ou oferecido suporte aos manifestantes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também avaliou que não havia provas suficientes para responsabilizar o empresário.
Diante da ausência de elementos que sustentassem a acusação, Moraes acolheu o pedido de arquivamento. O ministro ressaltou, porém, que o caso poderá voltar a ser investigado se surgirem novas evidências que justifiquem a retomada das apurações.