Moraes determina que Malafaia se explique após chamar Alto Comando do Exército de “frouxo”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o pastor Silas Malafaia apresente defesa no prazo de 15 dias em uma ação protocolada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que apura supostos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.
A acusação foi formalizada no dia 18 de dezembro, a partir de uma representação apresentada pelo próprio comandante do Exército. O caso tem origem em declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada em abril de 2025, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Para a PGR, o discurso atingiu diretamente os generais que integram o Alto Comando, incluindo o comandante da Força. Segundo Gonet, Malafaia teria ofendido a dignidade e o decoro dos oficiais, além de imputar falsamente o crime de prevaricação por chamar os oficiais de “frouxos.
Em sua defesa pública, Malafaia nega as acusações e afirma que não mencionou o nome do comandante do Exército em nenhum momento. O pastor também questiona a competência do STF para julgar o caso, alegando não possuir prerrogativa de foro, e sustenta que o processo deveria tramitar na primeira instância.
“O que tem a ver uma expressão de opinião em uma manifestação com fake news e milícia digital? Isso se chama liberdade de expressão, que Alexandre de Moraes transformou em crime de opinião com esse inquérito imoral e ilegal de fake news. Isso é perseguição política, é conluio”, disse Malafaia.