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Redação 07 de Janeiro, 2026
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PF inclui nome do filho de Lula em investigação sobre esquema de fraudes no INSS

Justiça
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Redação 07 de Janeiro, 2026

Relatórios enviados ao STF citam nome de Fábio da Silva em conversas de terceiros, registros de viagens e documentos apreendidos; apuração segue em andamento

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que encontrou referências ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em diferentes frentes da investigação que apura um esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a corporação, até o momento não foram identificados indícios de participação direta do filho do presidente nas irregularidades investigadas.

As informações constam em representação encaminhada ao ministro André Mendonça e foram reveladas pelo jornal Estadão. De acordo com a PF, as menções surgem em três conjuntos distintos de dados: depoimentos prestados por terceiros, diálogos extraídos de aparelhos telefônicos apreendidos e registros de viagens realizadas em conjunto com pessoas investigadas.

O foco da apuração envolve o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro do ano passado sob suspeita de liderar um esquema milionário de fraudes previdenciárias. A Polícia Federal analisa a hipótese de que Fábio Luís poderia, em tese, ter mantido um vínculo indireto com o empresário por meio da empresária Roberta Luchsinger, que atuou como consultora em negociações de Camilo e foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto.

Entre os elementos reunidos, a PF identificou passagens aéreas emitidas sob o mesmo localizador para Fábio Luís e Roberta, incluindo viagens entre São Paulo e Brasília ao longo de 2025, além de um deslocamento internacional para Lisboa em 2024. O período coincide com tratativas comerciais envolvendo o empresário investigado, inclusive tentativas de expansão de negócios no setor de cannabis medicinal. A polícia ainda apura quem custeou as viagens.

Outro ponto destacado na investigação é um depoimento de um ex-sócio do Careca do INSS, que relatou ter ouvido menções a uma suposta sociedade envolvendo o filho do presidente. Além disso, mensagens trocadas entre investigados indicariam preocupação com a eventual associação do nome de Fábio Luís ao esquema, especialmente diante do risco de exposição pública. A PF, contudo, ressaltou que tais referências partiram de terceiros e não configuram, até agora, prova de envolvimento.

No documento encaminhado ao STF, a Polícia Federal afirma que as informações serão analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa. A corporação reforça que não há, neste momento, indícios de que Fábio Luís Lula da Silva tenha participado diretamente dos descontos fraudulentos e que a investigação seguirá com o objetivo de esclarecer os fatos de forma técnica, sem interferências externas ou conclusões precipitadas.

O Careca do INSS permanece preso, assim como seu filho, detido na fase mais recente da operação. A CPI do INSS chegou a discutir a convocação do filho do presidente, mas o requerimento foi rejeitado. Um novo pedido deve voltar à pauta após o recesso parlamentar, em fevereiro.