Réu que quebrou relógio histórico nos ataques golpistas tem pena reduzida por trabalho e leitura
Condenado a 17 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira teve parte da pena reduzida por trabalho e leitura durante o período em que está preso. Ele ficou conhecido por ter destruído um relógio histórico do Palácio do Planalto durante a invasão às sedes dos Três Poderes.
A redução autorizada pela Justiça soma 66 dias, sendo 62 dias referentes a atividades laborais realizadas no presídio, como serviços de limpeza e manutenção, e quatro dias pela leitura comprovada do livro ‘O Mulato’, do escritor Aluísio Azevedo.
Ferreira está detido no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Além de outros crimes relacionados aos ataques às instituições, ele foi responsabilizado pela depredação do relógio francês produzido por Balthazar Martinot, peça rara do acervo da Presidência da República e presente a Dom João VI.
Em junho de 2025, o mecânico chegou a deixar a unidade prisional após decisão da Vara de Execuções Penais de Uberlândia que autorizou a progressão para o regime semiaberto, com base no bom comportamento e no tempo de pena já cumprido.
A medida, no entanto, foi revertida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado entendeu que a decisão foi tomada sem competência legal, já que cabe exclusivamente ao STF analisar e deliberar sobre a execução penal dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.