“Temos que honrar a toga e servir ao povo”, afirma presidente do TJ-BA
Presidente destaca ampliação do quadro de juízes, atendimento ao cidadão e reforça compromisso com ética e pacificação social
O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, José Edivaldo Rocha Rotondano, afirmou que comandar o Judiciário baiano exige atenção permanente a desafios estruturais, administrativos e institucionais. Segundo ele, a gestão de um tribunal de grande porte demanda planejamento contínuo e ações graduais para melhorar a prestação de serviços à população.
“O Poder Judiciário sempre é um desafio”, declarou. Ao iniciar a fala, o magistrado também fez um apelo por um Carnaval marcado pela paz e pelo respeito.
“Eu queria desejar um Carnaval de paz, de luz, sem violência, sem violência à mulher ou a qualquer pessoa. Que seja um Carnaval de tranquilidade e respeito ao direito do cidadão”, afirmou.
Entre as prioridades da gestão, o presidente destacou a abertura de concurso público para reforçar o quadro da magistratura.“Já estamos com edital na praça para o preenchimento de 100 vagas de juízes”, disse, ao mencionar ainda a existência de um plano de cargos e salários voltado aos servidores do Judiciário estadual.
Outro ponto ressaltado foi a criação de um posto de atendimento ao cidadão dentro do próprio tribunal.
“Já temos um posto de atendimento para quaisquer informações. São ações que, no dia a dia, gradativamente, vamos trazer para o Judiciário da Bahia”, explicou.
Questionado sobre o debate no Supremo Tribunal Federal em torno da criação de um conselho de ética, o presidente afirmou que o Judiciário baiano já possui normativas próprias sobre o tema.
“Nós já temos o nosso código de ética, tanto da magistratura brasileira quanto do nosso tribunal. Já estamos antenados com isso”, pontuou.
Para ele, a atuação ética é inerente à função pública exercida pela magistratura.
“Somos magistrados, servidores públicos, temos que honrar a toga e trabalhar com afinco. Somos timoneiros de uma causa única, junto com o Executivo e o Legislativo, que é servir à comunidade e ao nosso povo”, concluiu.