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Redação 23 de Outubro, 2026
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Vigilante recusa chácara de R$ 2,68 milhões em disputa por dívida trabalhista de R$ 730 mil

Justiça
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Redação 23 de Outubro, 2026

Um vigilante que cobra mais de R$ 730 mil em direitos trabalhistas da empresa Dimivig Vigilância e Segurança Patrimonial Ltda. recusou, em Goiânia, um imóvel rural avaliado em R$ 2,68 milhões, oferecido pela companhia como garantia judicial da dívida. O trabalhador teme que a medida prolongue a espera pelo recebimento dos valores reconhecidos pela Justiça.

A disputa envolve uma ação trabalhista na qual o funcionário cobra valores referentes a horas extras não pagas e outras verbas. Segundo a defesa do trabalhador, ele cumpria jornadas superiores às 12 horas previstas na escala de serviço. As informações são do g1.

Ao analisar o caso, a Justiça do Trabalho reconheceu o excesso de jornada e invalidou os registros de ponto e o regime de compensação 12×36 no período entre abril de 2023 e novembro de 2024.

A decisão também determinou o pagamento de adicional noturno e verbas rescisórias, além de reconhecer a rescisão indireta do contrato de trabalho.

Em junho de 2026, a Justiça homologou os cálculos da execução provisória em R$ 730.655,87, considerando a atualização dos valores até 31 de maio daquele ano.

Trabalhador pede bloqueio de recursos da empresa

A recusa do imóvel foi motivada pela estratégia adotada pela defesa do vigilante. Segundo o advogado, a Dimivig mantém contratos de alto valor com o Governo de Goiás e o Ministério Público estadual. Para ele, aceitar a propriedade como garantia poderia adiar o pagamento da dívida em dinheiro.

A chácara havia sido oferecida pela empresa para assegurar judicialmente a execução trabalhista. Diante da oposição do funcionário, seus advogados solicitaram o bloqueio de recursos nas contas da companhia.

A Justiça autorizou a medida, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18) limitou os bloqueios a 30% do valor da dívida, com retenções mensais. A restrição busca preservar o funcionamento da empresa e garantir o pagamento dos salários dos demais funcionários.

Em manifestação anterior ao g1, a defesa da Dimivig esclareceu que a chácara foi apresentada exclusivamente como garantia judicial, e não como forma de pagamento direto ao trabalhador.

Segundo os advogados da companhia, o imóvel foi posteriormente substituído por um seguro-garantia judicial, acompanhado de um complemento de R$ 219.196,76. A empresa afirmou que essa alternativa já foi aceita pela Justiça.

A defesa também ressaltou que a execução é provisória e que o valor da dívida continua em discussão.

De acordo com os representantes do vigilante, o processo aguarda o retorno do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que a empresa seja intimada a realizar o pagamento. Em agosto, as partes participaram de uma audiência de conciliação, mas não chegaram a um acordo.