Vorcaro diz à PF que cúpula do BC tinha “concordância e incentivo” à fusão entre Master e BRB
Em depoimento à Polícia Federal prestado em 28 de agosto de 2026, Daniel Vorcaro afirmou que “o Banco Central como um todo” mantinha uma postura de “concordância e incentivo” à fusão entre o Banco Master e o BRB. Segundo ele, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, também era favorável à operação.
Ao ser questionado sobre a posição de integrantes do Banco Central, Vorcaro declarou que “toda a cúpula” da autoridade monetária demonstrava apoio à negociação.
“Não somente do Paulo Sérgio, como do diretor Ailton, como do próprio presidente Galípolo”, afirmou durante o depoimento.
O ex-controlador do Master também relatou que as reuniões com representantes do BC tinham como objetivo resolver pendências para viabilizar a operação.
“Sempre eram no sentido de organizar, de solucionar alguns pontos do pleito para que pudesse ser aprovado”, disse.
Segundo informações do Metrópoles, mesmo antes da decisão sobre a fusão, o BRB chegou a adquirir cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de créditos considerados problemáticos do Master.
Apesar das tratativas, o Banco Central rejeitou a fusão entre Master e BRB em 3 de setembro. As operações envolvendo os créditos adquiridos pelo banco público tiveram de ser reconhecidas como prejuízo, aumentando as dificuldades financeiras enfrentadas pelo BRB.
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