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Redação 10 de Setembro, 2025
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Amostra coletada pelo rover Perseverance pode indicar sinais de vida microbiana antiga em Marte

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Redação 10 de Setembro, 2025

Minerais em rocha sedimentar levantam hipótese de bioassinatura em Marte

Uma amostra obtida pelo rover Perseverance, da NASA, revelou possíveis sinais de vida microbiana antiga em Marte. O material foi coletado em julho de 2024 em uma rocha sedimentar da Cratera de Jezero, região que há bilhões de anos abrigou um lago.

Segundo estudo publicado nesta quarta-feira (10) na revista Nature, os cientistas identificaram na amostra — chamada Cânion Safira — dois minerais que podem estar associados à atividade de micróbios: a vivianita, um fosfato de ferro, e a greigita, um sulfeto de ferro. Essas formações surgiram em reações químicas entre a lama e a matéria orgânica depositada no fundo do antigo lago.

O pesquisador Joel Hurowitz, da Universidade Stony Brook, que liderou o estudo, afirmou que essas características podem representar uma “bioassinatura potencial”. Na Terra, processos semelhantes geralmente são impulsionados por microrganismos. No entanto, ele ressalta que reações puramente químicas, sem a presença de vida, também poderiam ter causado o mesmo resultado.

Desde que pousou em Marte em 2021, o Perseverance tem explorado a Cratera de Jezero em busca de sinais de vida passada. O veículo já coletou diversas amostras de rochas e regolito, que podem futuramente ser trazidas à Terra para análises mais detalhadas.

A comunidade científica avalia que a confirmação da origem biológica desses minerais dependerá de pesquisas posteriores. “Se conseguirmos trazer essa amostra de volta, poderemos determinar se a biologia é responsável por essas características ou se são apenas imitações naturais da atividade da vida”, explicou Hurowitz.