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Redação 28 de Agosto, 2026
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Avalanche entre Nepal e Tibete deixa 494 mortos e quase mil desaparecidos

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Redação 28 de Agosto, 2026

As equipes de resgate retomaram nesta sexta-feira (28) as buscas na região entre o Nepal e o Tibete, na China, após uma avalanche de grandes proporções atingir a área na quarta-feira (26). O desastre já deixou 494 mortos, sendo 489 no Nepal e cinco no Tibete, enquanto quase mil pessoas continuam desaparecidas.

As operações haviam sido suspensas temporariamente depois que um lago formado por uma barreira natural transbordou, provocando a elevação do nível do rio e aumentando o risco de novas inundações. Com a melhora das condições, os trabalhos foram retomados, inclusive com o uso de helicópteros pelo Exército do Nepal.

A tragédia atingiu áreas próximas ao rio Bhote Koshi e à passagem de Gyirong, uma importante rota de ligação entre o Nepal e o Tibete. A força da água arrastou lama, pedras, blocos de gelo e outros detritos, destruindo estradas e pontes e dificultando o acesso das equipes às comunidades atingidas.

Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros. A região é frequentada por turistas e peregrinos que seguem em direção ao Monte Kailash e ao lago Manasarovar. No Nepal, há registros de desaparecidos de países como Índia, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Canadá.

O desastre ocorreu durante a temporada de monções, período marcado por fortes chuvas no Nepal. A principal hipótese é de que o colapso de uma geleira tenha desencadeado a sequência de acontecimentos que provocou a inundação. Especialistas apontam ainda que o aquecimento do Himalaia pode contribuir para o derretimento de geleiras e a formação de lagos, mas ainda não é possível estabelecer uma relação direta entre as mudanças climáticas e a tragédia.

As autoridades seguem em alerta devido ao risco de novos deslizamentos e inundações. Um bloqueio de detritos permanece em uma área elevada do rio, na região de fronteira entre Nepal e Tibete, o que pode provocar uma nova onda de inundação.