Destaque do Marrocos na Copa, Hakimi vai a julgamento por acusação de estupro
Em meio à disputa da Copa do Mundo de 2026, o lateral Achraf Hakimi, destaque da seleção de Marrocos e do Paris Saint-Germain, sofreu uma revés na Justiça francesa. O Tribunal de Apelação de Versalhes decidiu nesta sexta-feira (19) manter o andamento do processo em que o jogador é acusado de estupro, rejeitando o pedido da defesa para encerrar o caso.
Segundo o jornal francês L’Equipe, os desembargadores avaliaram que as provas e os elementos reunidos durante a investigação justificam a continuidade da ação judicial. Desde que o caso veio à tona, Hakimi nega qualquer irregularidade e sustenta que é inocente. As informações são do A Tarde.
Com o recurso negado, o marroquino deverá comparecer ao Tribunal Criminal Departamental da França, instância que ficará encarregada de examinar o conjunto de provas, ouvir os envolvidos e decidir se houve ou não responsabilidade criminal por parte do atleta.
A decisão foi recebida com satisfação pela advogada da mulher que fez a denúncia, Rachel-Flore Pardo. Segundo ela, o avanço do processo representa um passo importante após anos de disputa judicial.
“Após mais de três anos de batalha judicial, depois de ter sido caluniada e difamada pela defesa de Achraf Hakimi, esta decisão traz à minha cliente alívio e esperança”, afirmou.
Já a equipe jurídica do jogador contestou o entendimento adotado pelos magistrados. A advogada Fanny Colin argumentou que informações consideradas favoráveis à defesa teriam sido ignoradas ao longo da análise do caso. Ela também mencionou laudos psicológicos que, em sua avaliação, apontariam contradições e falta de precisão no relato apresentado pela acusação.
“A quantidade de elementos favoráveis ao acusado revelados pela investigação e pela instrução judicial teria, em qualquer outro caso, levado ao arquivamento do processo”, declarou.
“Hakimi aguarda o seu julgamento para finalmente poder se pronunciar publicamente sobre a acusação falsa de que é alvo”, acrescentou.
O caso começou a ser investigado em fevereiro de 2023. Na ocasião, uma mulher de 24 anos procurou uma delegacia em Val-de-Marne, nos arredores de Paris, e relatou às autoridades ter sido vítima de estupro. Embora tenha prestado depoimento, ela decidiu não formalizar uma denúncia naquele momento.