EUA impõem novas sanções contra órgão criado pelo Irã para controlar Estreito de Ormuz
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governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), órgão criado recentemente pelo Irã para controlar o tráfego marítimo e cobrar tarifas de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo.
A medida foi divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano.
Segundo Washington, a autoridade iraniana atua em parceria com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e com a marinha iraniana. O governo americano afirma que a PGSA exige informações das embarcações para autorizar a passagem e direciona os navios para corredores próximos ao litoral do Irã, além de recolher taxas que, segundo os EUA, seriam destinadas à Guarda Revolucionária.
As sanções integram a chamada “Operação Fúria Econômica”, estratégia adotada pelo presidente Donald Trump para pressionar economicamente o governo iraniano e reduzir fontes de financiamento de aliados de Teerã.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a iniciativa iraniana de taxar o tráfego marítimo internacional demonstra “desespero financeiro” diante das sanções impostas por Washington.
Com a decisão, empresas, embarcações e pessoas que realizarem pagamentos, seguirem orientações da PGSA ou colaborarem com a autoridade iraniana poderão ser alvo de punições econômicas.
As restrições incluem pagamentos em moedas tradicionais, ativos digitais, sistemas informais de compensação financeira e até compartilhamento de dados considerados sensíveis sobre embarcações.
Os EUA também determinaram o bloqueio de todos os bens e interesses ligados à PGSA sob jurisdição americana ou controlados por cidadãos dos Estados Unidos.
Além disso, instituições financeiras estrangeiras que facilitarem operações em nome da entidade iraniana poderão sofrer sanções secundárias, incluindo restrições de acesso ao sistema financeiro norte-americano.
A tensão envolvendo o Estreito de Ormuz aumentou após declarações de Donald Trump sobre uma possível reabertura total da rota como parte de futuras negociações envolvendo conflitos no Oriente Médio.