Governo brasileiro cria sala de crise para enfrentar o “Super El Niño”
O governo federal iniciou uma operação integrada para preparar o país diante dos impactos previstos do Super El Niño, fenômeno climático que deve se intensificar a partir de julho. A coordenação está a cargo da Casa Civil, que reuniu cerca de 20 ministérios e órgãos federais em uma sala de crise interministerial.
Em entrevista ao Canal Gov, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o país está mobilizado para reduzir os efeitos do aquecimento anormal das águas do Pacífico. Meteorologistas alertam que a elevação da temperatura pode ultrapassar os 2°C acima da média, intensificando secas na Amazônia e no Nordeste, chuvas fortes no Sul e Sudeste, calor extremo no Centro-Oeste e maior risco de incêndios no Pantanal.
A nova estrutura permitirá que diferentes órgãos atuem de forma coordenada. Estão envolvidos Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, além de centros de monitoramento como o Cemaden e o Inpe, responsáveis por acompanhar dados climáticos e emitir alertas.
Segundo Góes, há reuniões frequentes com estados e municípios para alinhar estratégias e garantir respostas rápidas em situações de emergência. Ministérios como Saúde, Povos Indígenas e Direitos Humanos também participam, com foco em comunidades vulneráveis.
O ministro destacou que sistemas de alerta só são eficazes quando acompanhados de planos de contingência claros para a população. Prefeituras, escolas, igrejas e lideranças locais terão papel essencial na orientação sobre rotas de fuga, áreas seguras e funcionamento de abrigos.
“Preparação salva vidas e reduz os danos dos desastres”, afirmou.