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Redação 11 de Outubro, 2024
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Japoneses ganham Nobel da paz após nova ameaça nuclear; entenda

Mundo
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Redação 11 de Outubro, 2024

O Prêmio Nobel da Paz de 2024 foi concedido à organização japonesa Nihon Hidankyo, segundo informações do Uol. Este movimento popular, composto por sobreviventes das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, conhecidos como Hibakusha, foi escolhido por sua atuação na busca de um mundo sem armas nucleares. Através de seus relatos, eles têm mostrado que tais armas jamais devem ser usadas novamente.

Conforme a publicação, o prêmio é uma resposta às crescentes ameaças nucleares que pairam sobre o mundo, impulsionadas pela guerra na Ucrânia e a crise no Oriente Médio, além do avanço tecnológico que permite às grandes potências fortalecerem seus arsenais. Em 2023, essas nações investiram cerca de US$ 91 bilhões no desenvolvimento de novas armas nucleares, enquanto o número de ogivas aumentou.

“É imperativo que o uso de armas nucleares volte a ser um tabu”, afirmou Jorgen Watne Frydnes, presidente do Comitê do Nobel, nesta sexta-feira. “As ameaças de seu uso precisam ser interrompidas”, acrescentou.

O Uol também ressaltou que, desde o início do conflito na Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin tem mencionado suas armas nucleares como uma forma de intimidação ao Ocidente, desencorajando interferências na invasão. No Oriente Médio, o temor é de que o aumento da tensão na região também possa trazer novamente à tona a possibilidade do uso dessas armas.

A reportagem destacou que o Comitê Norueguês do Nobel reconhece que, apesar de nenhuma arma nuclear ter sido usada em conflitos nos últimos 80 anos, os esforços da Nihon Hidankyo e outros representantes dos Hibakusha foram fundamentais para consolidar o tabu sobre o uso dessas armas.

“Por isso, é preocupante que esse tabu esteja sendo desafiado nos dias de hoje”, advertiu Frydnes.

“As potências nucleares estão atualizando seus arsenais, novos países parecem querer obter essas armas, e ameaças de seu uso estão sendo feitas em guerras atuais. Neste momento crítico da história, é crucial lembrarmos do poder destrutivo dessas armas, as mais devastadoras já criadas pela humanidade”, concluiu Frydnes.