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Redação 28 de Março, 2025
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Papa Francisco muda ritos fúnebres e escolhe sepultamento fora do Vaticano

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Redação 28 de Março, 2025

O Papa Francisco, em 2024, já havia realizado algumas mudanças no ritual de preparação para os funerais dos pontífices. Antes mesmo de ser internado, ele propôs alterações que foram aprovadas em abril do ano passado e divulgadas na edição do Ordo Exsequiarum Romani Pontificis — o livro litúrgico para as exéquias do Papa — em novembro do mesmo ano.

As mudanças começam pelo caixão. Francisco não deseja ser enterrado em caixões luxuosos como os de outros papas; ele optou por um modelo simples de madeira. Segundo o pontífice, essa decisão está alinhada com a simplicidade que acredita ser essencial ao cristianismo.

Além disso, quando falecer, seu corpo não será colocado em uma plataforma elevada na Basílica de São Pedro para visitação pública, como ocorreu com seus predecessores. Ele também escolheu ser enterrado fora do Vaticano, não ao lado dos 91 papas sepultados na Basílica de São Pedro, mas na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma. Esse local tem um significado especial para Francisco, pois é onde costuma rezar antes e depois de suas viagens internacionais.

O Papa Francisco deseja retomar as bases simplistas do cristianismo. Embora os ritos tradicionais enfatizem a representação do pontífice e sua importância para a Igreja, para ele, o mais relevante é manter o foco no significado espiritual da morte, além da liturgia centrada na fé.

O rito de exéquias — termo comumente utilizado no Vaticano — segue três “estações”, detalhadas no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis. A primeira etapa é a confirmação da morte na residência papal. Após a constatação do falecimento, o corpo é preparado e levado para uma cerimônia privada, que antes ocorria na capela e agora acontece na Casa Santa Marta, onde vive o pontífice.

Em seguida, ocorre a exposição do corpo na Basílica de São Pedro, momento em que o papa é colocado dentro do caixão e tem início a Missa de Exéquias, celebrada pelo cardeal decano ou outro cardeal designado. Por fim, o caixão é levado ao local de sepultamento escolhido pelo papa, que, segundo a nova normativa, será na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma.