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Redação 15 de Maio, 2026
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Peru define candidatos ao segundo turno presidencial em meio a crise política

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Redação 15 de Maio, 2026

Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão eleição marcada para 7 de junho; apuração foi marcada por denúncias e recontagem inédita

Após mais de um mês de apuração tumultuada, o Peru confirmou os dois nomes que disputarão o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 7 de junho. A candidata de direita Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, obteve 17,18% dos votos e enfrentará o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino, que alcançou 12,03%.

Sánchez, ex-ministro do governo de Pedro Castillo, superou por pequena margem o ultraconservador Rafael Aliaga, que terminou com 11,90% dos votos — apenas 21 mil a menos. O pleito contou com 35 candidatos e mais de 27 milhões de eleitores aptos.

A eleição foi marcada por atrasos em centros de votação, denúncias sem provas de fraude por parte de Aliaga e até pela renúncia da autoridade eleitoral. Apesar das turbulências, missões da União Europeia e da OEA afirmaram não haver evidências de fraude. A proclamação oficial dos resultados será feita pelo Jurado Nacional de Elecciones (JNE) neste domingo (17), após recontagem inédita.

Contexto político

O Peru vive uma instabilidade crônica: em dez anos, o país terá seu nono presidente. Keiko Fujimori já disputou e perdeu três segundos turnos (2011, 2016 e 2021), enfrentando resistência ligada ao legado do pai, condenado por violações de direitos humanos.

Roberto Sánchez, psicólogo e deputado do partido Juntos pelo Peru, propõe nacionalização de recursos naturais, convocação de uma nova constituinte e ampliação de direitos trabalhistas. Ele enfrenta uma acusação do Ministério Público por supostas irregularidades em contas partidárias entre 2018 e 2020, que nega.

Crise recente

O cenário atual é consequência da destituição de Pedro Castillo em 2022, preso por tentativa de dissolver o Parlamento. Sua vice, Dina Boluarte, assumiu, mas foi afastada em 2025 após repressão violenta a protestos. Desde então, o país passou por sucessivas trocas de presidentes interinos, reforçando a percepção de que o Parlamento é o poder dominante.