Produção florestal brasileira atinge R$ 44,3 bilhões em 2024, aponta IBGE
Pesquisa mostra crescimento de 16,7% em relação a 2023, com destaque para a silvicultura e recorde na produção de celulose
As florestas brasileiras, naturais e plantadas, movimentaram R$ 44,3 bilhões em 2024, segundo dados da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo IBGE. O resultado representa alta de 16,7% em relação ao ano anterior e de 140% na comparação com 2019.
A silvicultura, voltada a áreas de floresta plantada, respondeu por 84,1% do valor (R$ 37,2 bilhões), enquanto o extrativismo vegetal somou 15,9% (R$ 7 bilhões). De acordo com o IBGE, o crescimento está ligado tanto à maior produção quanto ao aumento nos preços de venda.
Em 2024, 98,3% da produção silvícola foi de origem madeireira, com destaque para a madeira destinada a papel e celulose (40,1%). O setor bateu recorde ao alcançar 122,1 milhões de m³ de madeira em tora, consolidando o Brasil como líder mundial na exportação de celulose. No ano, foram enviadas ao exterior 19,7 milhões de toneladas, gerando US$ 10,6 bilhões, sobretudo para China, Estados Unidos, Itália e Países Baixos.
A pesquisa mostra ainda que 4.921 municípios registraram produção florestal. Minas Gerais lidera entre os estados, com R$ 8,5 bilhões, seguido pelo Paraná, com R$ 6,3 bilhões. No ranking municipal, General Carneiro (PR) ocupa a primeira posição, com R$ 674,4 milhões.
Na silvicultura, o eucalipto é a espécie mais cultivada, representando 77,6% da área plantada no país. Minas Gerais concentra 2,1 milhões de hectares, enquanto Ribas do Rio Pardo (MS) se destaca como o município com maior área de cultivo da árvore.
Já no extrativismo vegetal, a produção somou R$ 7 bilhões em 2024. Os produtos alimentícios responderam por 28,6% do total, puxados pelo açaí, cuja coleta chegou a 247,5 mil toneladas, concentradas principalmente no Pará. A erva-mate (377,4 mil toneladas) e a castanha-do-pará também aparecem entre os principais itens.