Uber é condenada a pagar cerca de R$ 200 milhões à família de jovem que morreu atropelada nos EUA
A Uber foi condenada a pagar US$ 40 milhões, cerca de R$ 200 milhões, à família de Emily Normandin-Parker pela morte da jovem em 2023, nos Estados Unidos. A Justiça considerou a empresa responsável pelo episódio em que Emily foi deixada em uma rodovia na Califórnia e atropelada pouco depois.
De acordo com o processo, Emily estava em um veículo da Uber com uma amiga quando a outra passageira passou mal durante a viagem. O motorista teria determinado que as duas saíssem do carro e cobrado uma taxa de limpeza. As jovens ficaram às margens da rodovia, no Condado de Orange. As informações são do Correio.
Segundo a família, Emily e a amiga haviam consumido bebidas alcoólicas. Depois de deixar o veículo, Emily foi atingida por outro carro e morreu.
Os pais da jovem afirmaram ao Los Angeles Times que ainda sentem o vazio provocado pela morte da filha e criticaram o fato de a Uber não ter reconhecido responsabilidade pelo caso.
A empresa contestou a decisão e afirmou que considera o resultado equivocado. Em declarações a agências internacionais, a Uber também informou que vem ampliando medidas de segurança, com mudanças em tecnologias, políticas e mecanismos de proteção. A companhia disse ainda que passou a fornecer orientações adicionais aos motoristas para evitar que passageiros sejam deixados em locais considerados inseguros.
Durante o processo, a família argumentou que Emily havia escolhido justamente um transporte por aplicativo para evitar dirigir depois de consumir álcool.
“Confiamos que a Uber a levaria para casa em segurança”, afirmaram os pais.
Ainda conforme o processo, a Uber havia oferecido US$ 10 milhões, aproximadamente R$ 50 milhões, para encerrar o caso sem que a família tratasse publicamente do episódio. Os pais recusaram a proposta e decidiram seguir com a ação judicial.
Com a decisão, a indenização chegou a US$ 40 milhões. A Uber recorreu e afirmou que continuará defendendo sua posição no processo.