ACM Neto apresenta programa de apoio financeiro a mulheres vítimas de violência durante debate na Band
O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apresentou durante o primeiro bloco do debate da Band Bahia, neste domingo (9), uma proposta de apoio financeiro para mulheres de baixa renda que estejam em situação de violência doméstica.
A medida, chamada de “Volta por Cima”, prevê, segundo o candidato, o pagamento de um auxílio por até 24 meses. A proposta foi apresentada em resposta a uma pergunta da jornalista Carolina Rosa sobre o feminicídio e os índices de violência contra as mulheres.
ACM Neto afirmou que o objetivo é garantir condições para que mulheres vítimas de violência possam romper com o agressor sem perder a capacidade de sustentar os filhos.
“Porque a gente sabe que, normalmente, o agressor é o companheiro, é quem está dentro de casa. E a mulher, muitas vezes, não denuncia a agressão porque ela tem medo de não conseguir manter o sustento dos seus filhos”, afirmou.
Segundo Neto, além do apoio financeiro, as beneficiárias receberiam qualificação profissional, noções de empreendedorismo e suporte para ingressar no mercado de trabalho.
“A gente quer a mulher independente. Então, enquanto isso, a mulher vai receber qualificação profissional, noções de empreendedorismo e apoio para a inserção no mercado de trabalho”, declarou.
Durante a resposta, o candidato também defendeu o endurecimento das medidas contra os autores de violência. Neto afirmou que pretende ampliar a investigação e a punição dos responsáveis por feminicídios e garantir o monitoramento eletrônico de agressores após o cumprimento da pena.
Outra proposta apresentada foi a ampliação do funcionamento das delegacias de atendimento às mulheres para 24 horas em toda a Bahia.
“Vamos ampliar garantindo que as delegacias de apoio às mulheres em toda a Bahia possam funcionar 24 horas”, afirmou.
Neto disse ainda que as medidas fazem parte de um compromisso com a proteção das mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade econômica.
A edição mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 1.571 feminicídios no Brasil em 2025, o maior número da série histórica. O levantamento também aponta que 60,9% dos casos com autoria identificada foram cometidos por parceiros íntimos e 18,9% por ex-parceiros.