Aladilce cobra presença do secretário de Saúde na Câmara: “Não é convite, é a lei”
Um dia após o Dia Mundial da Saúde (7), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) cobrou, da tribuna da Câmara de Salvador, a presença do secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, para esclarecer aos vereadores sobre a situação da pasta, “foco de muitas denúncias e queixas por parte da população”. Em atenção ao pedido, o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), garantiu que fará a mediação para agendar uma audiência com o titular da SMS e os vereadores, na próxima semana.
De acordo com a Lei Complementar 141 art. 36 parágrafo 5o, explicou a vereadora, o secretário precisa comparecer pelo menos uma vez a cada quatro meses à Câmara para apresentar um balanço das ações desenvolvidas.
“Não é um convite ou uma convocação, é a lei. Precisamos das informações para que nós, vereadores e operadores, possamos fazer o controle, a fiscalização da política pública de saúde, que é a nossa obrigação “, ressaltou.
O balanço dos serviços de saúde em Salvador, segundo a vereadora, é preocupante, especialmente em meio às comemorações pelo Dia Mundial da Saúde. De acordo com ela, a cidade apresenta baixo desempenho no acesso à saúde e enfrenta problemas estruturais e financeiros nas unidades de atendimento.
“Alguns dados comprovam essa preocupação, já que estamos nos últimos lugares no ranking nacional de acesso à saúde, o que é muito frustrante, uma vez que a Constituição Federal diz que saúde é um direito de todas as pessoas, portanto um direito universal”, registrou Aladilce.
A vereadora, que também é profissional de saúde e dirigente do Sindsaúde-BA, detalhou os problemas enfrentados pelos trabalhadores e pelos usuários.
“As pessoas ainda dormem nas portas dos postos, para ter acesso à saúde. As UPAs estão cheias, lotadas, e o que a gente vê são unidades que atrasam salários dos profissionais, porque quase todas são terceirizadas e a prefeitura não assegura que o pagamento seja efetivado. A complementação para o piso nacional da enfermagem, por exemplo, não é paga em dia e sim com dois ou três meses de atraso. Além disso, faltam medicações e profissionais para atender a demanda, o nosso povo pobre que depende do SUS”, enfatizou.