Alan Sanches critica atrasos salariais no governo Jerônimo: “R$ 26 bi em empréstimos e não pagar salário dos médicos?”
O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), voltou a criticar o governo Jerônimo Rodrigues após denúncias de atraso no pagamento de salários a médicos e profissionais de saúde em ao menos quatro unidades estaduais. Segundo ele, a situação atinge o Hospital Regional de Juazeiro, o Hospital Regional de Irecê, o Hospital Regional de Porto Seguro e a UPA do Cabula, em Salvador, administrada diretamente pelo Estado.
Durante a sessão desta segunda-feira (1º), quando o governo conseguiu aprovar mais um empréstimo de R$ 2 bilhões após oito horas de obstrução da oposição, Sanches questionou a gestão estadual. “Como pode um governo que já pediu R$ 26 bilhões em empréstimos não pagar os profissionais médicos? Isso é um absurdo. É por isso que, todos os dias, pelo menos 1.200 pacientes ficam na tela da regulação aguardando atendimento”, afirmou.
O parlamentar, que também é médico, citou casos recentes envolvendo profissionais das unidades estaduais. Segundo ele, médicos obstetras do Hospital Regional de Porto Seguro apresentaram demissão coletiva por falta de pagamento. Já no Hospital da Mulher, parte dos salários de agosto não foi quitada, e o pagamento de outubro segue pendente. Trabalhadores da UPA do Cabula e do Hospital Regional de Juazeiro também estariam sem receber.
Sanches destacou ainda a gravidade da situação em Porto Seguro, onde a prefeitura aprovou um projeto de lei autorizando o envio de insumos ao Hospital Regional — equipamento de responsabilidade do Estado — para evitar a suspensão de serviços essenciais. “Com essa crise instalada, como podemos acreditar que a fila da regulação vai acabar? Não é possível inaugurar hospitais e não conseguir pagar os profissionais. Isso vira uma bola de neve”, declarou.
O deputado mencionou também denúncias em Itabuna, onde a empresa fornecedora de materiais ao Hospital de Base estaria há mais de 860 dias sem receber pagamentos.
Para ele, a crise na saúde contrasta com a agenda do governador. “Enquanto isso, o governador continua viajando e fazendo promessas, assinando ordens de serviço de obras que não saem do papel. Depois de 20 anos de PT, esse é o legado deixado para a Bahia”, completou.