Aliados do governo afirmam que Lupi deve entregar cargo nesta sexta-feira (02)
Auxiliares descrevem situação como 'queda iminente'
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, avalia pedir exoneração do cargo em meio à crise provocada pelas denúncias de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A possibilidade foi confirmada por aliados do ministro anonimamente, e deve ser discutida ainda nesta sexta-feira (2) em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fora da agenda oficial.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lupi se está isolado dentro do governo após a nomeação de Gilberto Waller Júnior como novo presidente do INSS, decisão tomada sem consulta ao ministro ou ao seu partido, o PDT. A mudança no comando do órgão foi interpretada como um sinal claro de que Lupi perdeu força política dentro da Esplanada.
O PDT, por sua vez, mantém a posição de que deixará o governo caso o ministro seja exonerado. A legenda vê a condução do processo como um desrespeito à participação partidária na gestão federal.
Na última terça-feira (29), Lupi passou cinco horas em audiência na Câmara dos Deputados, onde se defendeu das acusações de corrupção e apresentou um balanço das ações da pasta no combate às fraudes. Ele afirmou que, desde 2023, já havia solicitado ao INSS a apuração de denúncias internas. No entanto, o servidor responsável pela investigação foi exonerado em julho de 2024 após demorar a apresentar os resultados.