Angelo Coronel nega articulação para mudar comando do PSD na Bahia após filiação de Caiado
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) negou que tenha participado de qualquer articulação para modificar o comando do PSD na Bahia após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido. Em entrevista, o parlamentar classificou como “fake news” as especulações que surgiram após um encontro com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e com Caiado, realizado em São Paulo.
Segundo Coronel, a reunião ocorreu de forma pontual e teve como objetivo tratar da entrada de Caiado no PSD e da estratégia nacional da legenda para a disputa presidencial de 2026. “Espalharam mentiras dizendo que nós fomos a São Paulo para tentar passar a presidência do PSD da Bahia. Isso não procede”, afirmou.
De acordo com o senador, o encontro contou apenas com a presença dele, do deputado Diego Coronel e do próprio Gilberto Kassab. A reunião aconteceu na residência do dirigente nacional do partido, onde foi explicado que o convite a Ronaldo Caiado tinha como objetivo abrir uma frente de discussão interna para a escolha de um nome do PSD à Presidência da República.
“A ideia é que o PSD tenha três governadores como possíveis pré-candidatos à Presidência e, mais à frente, o partido decida quem será o nome que vai disputar”, explicou Coronel, citando, além de Caiado, os governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior como quadros nacionais da legenda.
O senador relatou que foi surpreendido ao acordar com notícias dando conta de que o PSD já teria definido Caiado como pré-candidato oficial, o que, segundo ele, não corresponde à realidade. “Tomei um susto. Ligamos para Kassab para entender o que estava acontecendo, porque essas informações não eram verdadeiras”, disse.
As declarações ocorrem em meio às movimentações para as eleições de 2026, quando Coronel não encontrou espaço na chapa majoritária do PT na Bahia para disputar a reeleição ao Senado, já que o partido pretende lançar Jerônimo Rodrigues à reeleição ao governo do Estado e Rui Costa e Jaques Wagner para as duas vagas ao Senado.