Augusto Cury diz que Brasil está “dramaticamente doente” e defende ajustes no Bolsa Família
O candidato à presidência da República Augusto Cury afirmou, durante o debate de Band na noite deste domingo (23), que o Brasil está “dramaticamente doente, polarizado, radicalizado” e defendeu que o país supere a divisão entre direita e esquerda. A declaração ocorreu após Renan Santos questionar o motivo de parte significativa do eleitorado continuar declarando voto em Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República.
Em resposta, Cury afirmou que o Brasil não deveria ser tratado como se estivesse dividido em dois lados.
“Vender uma ideia mentirosa de que nós estamos em dois barcos. Estamos num barco só. Nem de direita, nem de esquerda. O barco se chama Família Brasileira. Mais de 200 milhões de brasileiros. E 90% das dores não tem cor partidária”, declarou.
O candidato citou problemas sociais que, segundo ele, atingem brasileiros independentemente de posicionamento político, como a violência contra as mulheres, as dificuldades enfrentadas por pessoas neurodivergentes e a situação de jovens que não trabalham nem estudam. Também mencionou os impactos que a robótica e a inteligência artificial poderão provocar no mercado de trabalho e afirmou que empreendedores precisarão enfrentar um cenário de grandes transformações.
Ao falar sobre o governo federal, Cury afirmou que a atual gestão possui “um coração social” e é “extremamente assistencialista”.
Sobre o Bolsa Família, o candidato disse considerar o programa importante, mas defendeu mudanças nas regras para evitar que beneficiários deixem de buscar emprego ou abrir negócios por medo de perder o benefício.
“Quem assina carteira não vai perder o benefício, pelo menos por um certo tempo. Quem faz uma MEI não vai perder o benefício, pelo menos por um certo tempo”, afirmou. Segundo Cury, os beneficiários precisam ser “abraçados, valorizados, mais estimulados a sonhar, aumentar a sua renda”, para que possam conquistar melhores condições de vida.
Ao concluir a resposta, Cury argumentou que o excesso de assistencialismo poderia, na avaliação dele, reduzir a disposição das pessoas para buscar seus próprios objetivos.
“Nós acabamos perdendo a veia, a coragem de lutar pelos nossos sonhos e transformar a vida”, declarou.