Bahia fica sem representantes na CPI mista que investiga desvios do INSS
A Bahia não terá representantes titulares na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai apurar os desvios em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ausência de deputados e senadores baianos foi confirmada nesta quarta-feira (20), durante a instalação da CPI no Congresso Nacional.
Antes mesmo da definição dos nomes, chegou a ser especulada a participação do senador Jaques Wagner (PT), que poderia ocupar um papel de destaque na comissão. No entanto, a indicação não se concretizou. O único nome da bancada baiana presente na lista é o do senador Otto Alencar (PSD), mas apenas na condição de suplente.
A instalação da CPI também marcou uma derrota para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma votação marcada por falta de consenso, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente da comissão por 17 votos a 14, superando o candidato apoiado pela base governista e por aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O objetivo da CPMI será aprofundar as investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre os esquemas de desvio em aposentadorias e pensões do INSS.
As apurações preliminares já identificaram que associações e entidades desviavam recursos de beneficiários por meio de cobranças mensais não autorizadas, os chamados descontos associativos. O total desviado pode chegar a R$ 6,3 bilhões.