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Redação 10 de Fevereiro, 2026
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Brasil mantém pior patamar histórico em ranking global de corrupção

Política
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Redação 10 de Fevereiro, 2026

O Brasil voltou a registrar, em 2025, seu pior desempenho no Índice de Percepção da Corrupção, divulgado pela ONG Transparência Internacional. O país manteve a nota de 35 pontos, em uma escala de 0 a 100, e ocupou a 107ª posição entre 182 países avaliados, repetindo a segunda pior pontuação de toda a série histórica.

A variação positiva de um ponto em relação ao ano anterior foi considerada estatisticamente irrelevante pela organização, indicando estagnação no combate à corrupção. O resultado mantém o Brasil abaixo da média global e da média das Américas, ambas de 42 pontos. As informações são do Correio.

O índice é o principal indicador internacional sobre a percepção da corrupção no setor público. No topo do ranking aparecem países como Dinamarca, Finlândia e Cingapura, enquanto o Brasil segue distante dos padrões observados em nações com melhor governança e transparência.

Além do índice, a Transparência Internacional divulgou o relatório Retrospectiva 2025, que aponta agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro. O documento cita casos de macrocorrupção envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master, destacando falhas estruturais no sistema financeiro e no setor da advocacia, considerados estratégicos para práticas ilícitas.

O relatório também chama atenção para o crescimento das emendas parlamentares, que ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento de 2026. Segundo a entidade, o cenário caracteriza um processo de captura orçamentária, com maior controle do Legislativo sobre recursos públicos, movimento que também se estende a estados e municípios.

Há ainda menção a suspeitas envolvendo contratos de alto valor firmados pelo Banco Master com escritórios de advocacia ligados a autoridades do Supremo Tribunal Federal. A ONG defende investigações independentes e a criação de um código de conduta no Judiciário, além do fortalecimento de mecanismos de integridade nos Três Poderes.

Apesar do cenário negativo, a organização reconhece avanços pontuais, como a atuação da Receita Federal e do Ministério Público em operações baseadas em inteligência financeira, além do aumento do controle sobre emendas parlamentares e da rejeição da chamada PEC da Blindagem no Senado.

No ranking, o Brasil aparece ao lado de países como Argentina e Sri Lanka e permanece, desde 2015, abaixo das médias mundial e regional.