BTG/Nexus: 53% avaliam a economia como ruim ou péssima
Levantamento mostra que 39% dos eleitores esperam melhora do cenário econômico nos próximos seis meses
A percepção dos eleitores sobre a economia brasileira continua majoritariamente negativa, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus. Divulgado nesta segunda-feira (31), o levantamento mostra que 53% dos entrevistados classificam a situação econômica atual como ruim ou péssima.
Apesar da avaliação desfavorável, há uma divisão quando os eleitores projetam os próximos seis meses. Ao todo, 39% acreditam que a economia vai melhorar, enquanto 30% esperam uma piora. Para 22%, o cenário deve permanecer igual. Outros 9% não souberam ou não responderam.
A expectativa de melhora apresentou uma pequena alta em relação à pesquisa anterior, quando 38% apostavam em uma evolução da economia. Já a parcela que prevê piora passou de 29% para 30%.
Na avaliação do momento atual, 18% dos entrevistados consideram a economia ótima ou boa e 27% a classificam como regular. Em 24 de agosto, os percentuais eram de 17% e 32%, respectivamente. A parcela que via a situação como ruim ou péssima era de 50%.
Percepção sobre o próprio bolso
Quando a pergunta passa da economia do país para a vida financeira dos próprios entrevistados, o cenário é menos pessimista. Quase metade, 44%, acredita que sua situação financeira vai melhorar nos próximos seis meses.
Em contrapartida, 14% projetam uma piora, enquanto 32% não esperam mudanças nas próprias condições financeiras.
Comparação entre Lula e Bolsonaro
O levantamento também perguntou aos eleitores como eles avaliam a economia durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação com a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Para 45%, o cenário econômico está pior atualmente. Outros 39% entendem que houve melhora em relação ao governo anterior.
Segurança lidera preocupações
A segurança pública aparece como a principal preocupação dos entrevistados quando questionados sobre os problemas do país. O tema foi citado por 35%.
Na sequência estão saúde pública, com 30%; corrupção, com 19%; e educação, com 17%.
A pesquisa ouviu 2.005 pessoas com 16 anos ou mais por telefone, entre 28 e 30 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08900/2026.