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Redação 18 de Junho, 2026
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Capitão Alden vê operação envolvendo Jaques Wagner como ‘abalo no núcleo do poder do PT’

Política
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Redação 18 de Junho, 2026

A nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas ligadas ao caso Banco Master, motivou críticas do deputado federal Capitão Alden (PL-BA) ao PT e ao senador Jaques Wagner (PT-BA). Nesta quinta-feira (18), o parlamentar afirmou que o avanço das apurações atinge diretamente um dos principais nomes da legenda e tem potencial para provocar repercussões políticas além da esfera judicial.

Vice-líder da oposição na Câmara, Alden classificou a situação como um “abalo no núcleo duro do poder” petista. Segundo ele, o fato de as investigações alcançarem Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumenta o peso político da operação.

“Essa nova fase da Operação Compliance Zero tem um peso político enorme, especialmente na Bahia. Não estamos falando de qualquer nome. Estamos falando de Jaques Wagner, um dos homens mais poderosos do PT, ex-governador da Bahia, senador da República e um dos aliados mais próximos de Lula. Quando a Polícia Federal chega nesse nível, não estamos diante de uma notícia trivial. Estamos diante de um abalo no núcleo duro do poder”, declarou.

A Operação Compliance Zero é conduzida pela Polícia Federal e apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de influência e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Ao comentar o caso, o deputado também criticou o que considera uma diferença de reação diante de investigações envolvendo políticos de campos ideológicos distintos. Para Alden, setores da esquerda adotam discursos mais rigorosos quando os alvos são adversários políticos, mas demonstram cautela em situações que envolvem aliados.

“Durante anos, setores da esquerda venderam a narrativa de que corrupção era um problema ‘dos outros’. Adotaram um discurso de superioridade moral, como se determinados grupos políticos fossem imunes a escândalos. Mas a realidade sempre cobra. E ela cobra de todos”, afirmou.

Alden também apontou o que considera uma diferença na reação de parte da opinião pública e de setores políticos quando os investigados pertencem a campos ideológicos distintos.

“Agora, chama atenção o silêncio de muita gente. Os mesmos que costumam pedir condenação sumária quando o investigado é adversário político, agora correm para relativizar, minimizar ou tratar tudo com cautela excessiva. Curioso: quando é contra a direita, manchete vira sentença; quando é contra a esquerda, investigação vira ‘precisamos aguardar’”, continuou.

O parlamentar defendeu ainda que as apurações avancem sem qualquer tipo de privilégio ou proteção política.

“Eu defendo um princípio simples: a lei deve alcançar qualquer pessoa, com ou sem mandato, com ou sem foro, com ou sem padrinho político. Sem blindagem. Sem seletividade. Sem conveniência”, disse.

Apesar das críticas, Alden afirmou respeitar o devido processo legal e a presunção de inocência, mas ressaltou que as suspeitas levantadas pela investigação precisam ser esclarecidas com rapidez.

“Eu respeito o devido processo legal e a presunção de inocência. Mas uma coisa precisa ser dita com clareza: se há suspeita de favorecimento indevido, tráfico de influência ou relação imprópria entre poder político e poder econômico, o Brasil merece respostas. E respostas rápidas”, ressaltou.

“O povo brasileiro está cansado de um país onde alguns parecem sempre estar acima de qualquer suspeita. Numa democracia séria, não pode existir intocável”, completou.