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Redação 18 de Abril, 2024
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Como antecipado pelo Se Ligue, Piti Canella é exonerada de governo Jerônimo

Política
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Redação 18 de Abril, 2024

Como noticiado pelo Se Ligue Bahia ontem (17), a diretora geral da Fundação Cultural do Estado (Funceb), Piti Canella, foi exonerada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) um dia após a demissão da historiadora Luciana Mandelli, que comandava o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

Segundo informações, ambas foram exoneradas do cargo por exigência de Bruno Monteiro, titular da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), por enxergar Piti e Luciana como concorrentes diretas.

Apesar da notícia ter sido ventilada na manhã desta quarta-feira (17), a informação oficial veio à tona na madrugada de quinta (18), quando o Diário Oficial do Estado foi publicado. Horas antes, Piti tinha sido chamada por Bruno Monteiro para uma conversa a sós. Na ocasião, o secretário sugeriu a ela que pedisse demissão da Funceb. Em troca, ofereceu a direção do Museu de Arte Moderna (MAM) e demais equipamentos do tipo administrados pela Secult. Produtora cultural com quase três décadas de atuação, Piti rejeitou a proposta e avisou a Monteiro que assumisse a responsabilidade por exonerá-la.

A situação fez com que o mal estar gerado pela saída de Mandelli do Ipac reverberasse. Além de vice-presidente do PT na Bahia e ligada ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, a historiadora era um dos poucos quadros da Secult com avaliação positiva entre os profissionais do mercado de arte e cultura, que reclamam abertamente do desmonte das políticas públicas do setor tocadas pelo governo do estado a partir da chegada de Bruno Monteiro à secretaria. Segundo o Metrópole, técnicos da pasta afirmam que tanto Luciana Mandelli quanto Piti Canella entraram na mira de Monteiro pela recusa em atender interesses pessoais dele nos dois órgãos.

Sem experiência na área de gestão pública e nem conhecimento sólido sobre a dinâmica da cultura local, acredita-se que o jornalista gaúcho Bruno Monteiro se sustenta no cargo devido à blindagem do senador Jaques Wagner e da esposa, a ex-primeira-dama Fátima Mendonça, fiadores de sua nomeação. As ações de Bruno são mal vistas pela classe artística desde o princípio da sua gestão.